Empresários e produtores do agronegócio, setor vital que responde por 22,8% da economia brasileira, têm demonstrado um crescente interesse em diversificar seu patrimônio através de investimentos imobiliários no litoral de Santa Catarina. A cidade de Itapema, em particular, tem atraído uma parcela significativa desses investidores, que buscam não apenas a valorização do capital, mas também a geração de renda através de locações.
O cenário econômico do agronegócio, apesar de sua expressiva contribuição para o PIB nacional – projetado em R$ 3,13 trilhões para 2026 –, enfrenta oscilações. Estimativas apontam para uma retração de 7,8% no PIB do setor neste ano, com quedas na agricultura e crescimento na pecuária. Essa volatilidade impulsiona produtores e empresários a buscarem ativos mais estáveis e com potencial de retorno, como o mercado imobiliário.
Em Itapema, o valor do metro quadrado residencial já ultrapassa a marca de R$ 15 mil, consolidando a cidade como um dos mercados imobiliários mais caros do país. Em agosto, o índice FipeZAP registrou um preço médio anunciado de R$ 15.403 por metro quadrado, com uma valorização acumulada de 18% em 12 meses. Essa performance atrativa tem chamado a atenção de investidores do agro.
Um exemplo claro desse movimento é o Grupo N1, uma incorporadora com atuação em Itapema. Segundo o CEO da empresa, Josemar Pasqualotto Júnior, cerca de 50% dos compradores de seus empreendimentos na região de Morretes são ligados ao agronegócio. Esses investidores veem no litoral catarinense uma oportunidade de aliar a preservação e valorização patrimonial com uma fonte de renda recorrente através de aluguéis, sem necessariamente abandonar suas atividades no campo.


