O agronegócio, que representa uma parcela significativa da economia brasileira, com projeções de um PIB de R$ 3,13 trilhões em 2026, está impulsionando um novo perfil de investidores no litoral de Santa Catarina. Empresários e produtores rurais buscam diversificar seus ativos e proteger seu patrimônio da instabilidade inerente aos preços agrícolas, encontrando no mercado imobiliário uma alternativa atrativa.

Itapema, no litoral catarinense, tem se destacado como um destino privilegiado para esses investimentos. A cidade ostenta um dos metros quadrados mais caros do país, com o preço médio de imóveis residenciais atingindo R$ 15.403 em agosto, segundo o Índice FipeZAP. Essa valorização expressiva, que acumulou 18% nos últimos 12 meses, atrai capital em busca de segurança e rentabilidade.

A incorporadora Grupo N1, com sede em Itapema, confirma essa tendência, relatando que metade de seus clientes atuais são provenientes do agronegócio. Esses investidores, em sua maioria, concentram suas aquisições na região de Morretes, uma área em franca expansão que combina proximidade com a rodovia BR-101 e acesso à orla.

Josemar Pasqualotto Júnior, CEO do Grupo N1, esclarece que essa movimentação não representa um abandono das atividades rurais, mas sim uma estratégia de proteção patrimonial e diversificação. "Temos recebido empresários e produtores que construíram patrimônio no agronegócio e procuram o litoral catarinense justamente para diversificar os investimentos. Eles não estão deixando o campo", afirma. A geração de renda recorrente através da locação é um fator determinante, permitindo que o imóvel se torne uma fonte adicional de receita, complementando os ganhos da atividade principal.