Itapema e Balneário Camboriú, que por um período lideraram o ranking nacional de cidades com o metro quadrado mais caro do Brasil, cederam a primeira posição. De acordo com o Índice FipeZAP de julho, a capital Vitória, no Espírito Santo, agora ostenta o título. Essa mudança marca o fim da hegemonia catarinense no topo do mercado imobiliário, que se estendia desde 2022.
O levantamento mais recente aponta que o metro quadrado em Vitória tem um valor médio de R$ 15.448. Logo em seguida, figuram Itapema com R$ 15.403 e Balneário Camboriú com R$ 15.295. Outras importantes cidades catarinenses também aparecem no ranking das mais valorizadas: Florianópolis, com R$ 13.461, e Itajaí, com R$ 13.301.
Nacionalmente, o preço médio do metro quadrado em julho foi de R$ 9.900. Entre janeiro e julho deste ano, os imóveis registraram uma valorização média de 2,89%. Embora positiva, essa alta ficou abaixo da inflação acumulada no mesmo período (3,43%), indicando uma perda de poder de compra em termos reais para os compradores. Contudo, o desempenho superou o do IGP-M, que registrou um acúmulo de 2,08%.
Observa-se ainda uma tendência na valorização por tipo de imóvel. Apartamentos de um dormitório foram os que mais se destacaram em julho, com uma alta de 0,55%, e também acumulam a maior valorização nos últimos 12 meses, com 7,29%. Já os imóveis de dois dormitórios apresentaram a menor valorização mensal (0,39%), e os de três dormitórios acumularam uma alta de 4,04% em um ano.

